Filas de duas horas e corridas de R$ 150: público conta como é a volta do Lollapalooza
22/03/2026
Duas horas de fila e corridas por R$ 150 na volta do Lolla; veja relatos
A dispersão do público após o encerramento do primeiro dia do Lollapalooza 2026, nesta sexta-feira (20), repetiu cenas de edições anteriores: plataformas de trem superlotadas e preços elevados em aplicativos de transporte.
Mesmo para quem saiu cedo
O esforço para evitar a aglomeração da dispersão após o show de Sabrina Carpenter não foi suficiente para garantir uma volta tranquila ao grupo de amigos Tarsila Borsari, Nathalia Helen e Iago Nowacki.
Eles deixaram o festival por volta das 22h30, antes do fim do show de Sabrina Carpenter, atração principal da noite. O objetivo era fugir do "perrengue".
"No começo as pessoas estavam até brincando, tinha música em carros de som, mas depois começaram a empurrar".
O trio só conseguiu pegar o metrô à 0h10, após enfrentar longas filas e restrições de fluxo nas plataformas. Eles percorreram as linhas 9-Esmeralda e 7-Rubi para chegar a Perus, na Zona Norte, somente depois das 4h da manhã.
Compra de bilhetes
A dentista Eliza Almendros, de 24 anos, e a enfermeira Ariane Dias, também de 24, deixaram o Autódromo de Interlagos às 23h, logo após o encerramento do show principal.
O trajeto até Guarulhos, no entanto, só terminou quatro horas depois, às 3h deste sábado (21).
"O problema foram as pessoas que não compraram o bilhete do metrô antes e deixam para a última hora e atrapalha todo mundo".
O percurso envolveu uma sucessão de baldeações: o grupo utilizou a Linha 9-Esmeralda (CPTM) até Pinheiros, seguiu pela Linha 4-Amarela até a estação Luz e, de lá, pegou a Linha 3-Vermelha do Metrô até o Tatuapé.
Corrida de R$ 150
A estudante de publicidade Maria Eduarda Marques, de 23 anos, desistiu de utilizar o sistema ferroviário após aguardar cerca de 40 minutos na fila da Estação Autódromo por volta das 23h.
"Fila absurda, as pessoas estavam 'brecando' a passagem, ninguém passava para lugar nenhum".
O destino era a Vila Mariana, na Zona Sul, um trajeto que normalmente não ultrapassa os 25 minutos de carro. Pagou R$ 150 em uma corrida de transporte por aplicativo.
Para este sábado (21), ela adotou outra estratégia: "Vou me juntar com os amigos e dividir um transporte por aplicativo de novo. Metrô nunca mais".